sábado 19 de agosto



02 DE MARÇO DE 2006 VOLTAR PARA LISTA DE ENTREVISTAS

Hilda Lucas - Pelas frestas da dor

 

 
Hilda Lucas: "Escrever sempre me devolveu o rumo, o centro, a sanidade, a paz, a posse da minha história”.
 
 
Márcio Vassallo
 
 
Em Memórias Líquidas, você conta a história de uma casa e de seus moradores, assombrados pela morte inesperada de uma menina. Mas, como diz a orelha do livro, apesar da grande tragédia que é a perda de uma filha, este não é um romance sombrio, ao contrário, é uma história que aposta no poder da vida e que aponta os caminhos que cada personagem vai trilhar para superar o trauma e voltar a viver intensamente. O que mais contribui para uma pessoa que perdeu um filho, ou alguém muito amado, volte a viver intensamente? 
Só queria dizer que eu não me proponho a traduzir a dor dos pais enlutados. Não existe nome para essa dor. Outro dia recebi uma carta de um leitor que perdeu a filha, me dizendo que o meu livro preenchia uma lacuna importante na literatura do luto. Segundo ele, “é bom que tenhamos poetas, escritores, artistas que possam emprestar o belo à feiúra da perda.” Este homem mandou em anexo uma carta que ele escreveu para a filha morta, e eu fiquei impressionada: podia ser uma das reflexões/conversas da minha personagem Gabi, a irmã sobrevivente, com Clara, a irmã morta. Na verdade, me senti estranha. Eu fazendo ficção e ele falando da realidade. Tive vergonha, me senti uma usurpadora de dores, uma voyeuse das tragédias alheias. Depois fiquei pensando, e aí vem à resposta à sua pergunta: para mim, a única solução possível seria abraçar a vida, com unhas e dentes, enfrentar a morte, olhá-la nos olhos, perder o medo de viver/morrer e ousar ser feliz de novo. Essa é a solução de Gabi. Essa é a nossa vocação e a melhor maneira de homenagear quem se foi. Senão você reduz a morte daquela pessoa ao único acontecimento importante da vida dela. E quem viveu o suficiente para deixar dor, saudade e boas lembranças fez muito mais em vida do que apenas morrer.
 
Como é que Memórias Líquidas transbordou de você? Só o que é líquido transborda, ou será que o excesso de concretude também?
Ah, os excessos... Sim, eles transbordam, vazam, soterram, deslizam, engolem, sejam líquidos, gasosos, etéreos. E a concretude, em seu excesso, engessa, paralisa, empareda, fossiliza. Os excessos, mesmos os de virtudes e de amores, são a hybris, que é o desmedimento, tão atraente e letal quanto o beijo do vampiro. Tão necessários e terríveis os excessos, tão inevitáveis e aterradores, tão bandidos e sedutores, os excessos. Fundamentais para os ciclos, os retornos, as curas, as redenções. Sem excessos não há história.
 
Em entrevista à Folha de São Paulo, você disse que toda ficção é autobiográfica, e toda autobiografia é ficcional. O que a sua vida tem de mais ficcional, o que a sua ficção costuma ter de mais autobiográfica? 
Ficcional foi o meu universo de menina: Ilhéus, fazenda de cacau, coronéis e lobisomens literalmente, santos e assombrações, todos os medos, milagres, deslumbramentos e desnudamentos. Ficcional é o mundo do poder, a torre de marfim do privilégio, o isolamento e a cidade lá fora, imaginária. Autobiográfico é o trânsito por tudo isso, a aventura de viver histórias reais povoadas de pessoas ordinárias e fantásticas. O traçado da minha vida tem sido inesperado e o meu olhar, criado safo e solto, me leva pela mão, ávido e indomado, enxerido.
 
No seu romance, aos poucos, nós vamos conhecendo os personagens, cinco mulheres e um homem, por meio de suas próprias vozes. Essa construção narrativa do seu romance, com cada personagem contando a história do seu ponto de vista, foi o que deu forma ao livro, ou foi o livro que deu forma a essa construção? O que nasceu primeiro, a forma, o argumento, ou será que nasceu tudo ao mesmo tempo? 
O livro foi se nascendo. (E você, Márcio foi um ótimo parteiro... O melhor de todos, respeitou o tempo e o rebento...) Queria capítulos curtos, muito curtos. Fui nomeando esses capítulos de acordo com os personagens para me organizar e isso virou uma dinâmica, um ritmo que se impôs. Foi uma coisa muito simples, sem mistérios nem elaborações. A grande surpresa foi o papel da Gabi na narrativa. Ela é muito esperta e tomou para si a palavra. Tirou o foco da Beth, que na minha concepção original era a dona da história. Memórias Líquidas ia se chamar A Ladra de Memórias, por que a Beth era a grande personagem no limbo da história. Mas Gabi se impôs. Acho isso significativo, tem a ver com o que eu quero passar: a vida sempre se impõe líquida, fluida, abundante.
 
E os seus personagens se impõem de forma sedutora e irresistível... Eles são cheios de dores, medos, abismos e vidas paralisadas. O que te moveu para dentro desses personagens? 
A vontade de tocar a perda, o luto. Pensar sobre a morte e sobre os sobreviventes. Houve a morte da filha de uma amiga e amiga da minha filha, a Ali. Enquanto a mãe sofria com lembranças estagnadas e perdia-se em abismos, a minha filha sonhava com a amiga, crescendo com ela, fazendo 15, depois 18, depois 21 anos e as duas conversavam sobre as coisas cotidianas. Esses dois jeitos de lidar com a ausência despertaram histórias dentro de mim.
 
Além de uma perda irreparável, que tipo de vazio você acha que paralisa a vida da gente? 
Tudo: o medo, o êxtase, as relações muitos fechadas, o poder, a submissão, a culpa e até a felicidade estéril ou histérica, com sua aparente e asfixiante sensação de segurança.
 
Dentre outras personagens apaixonantes, você criou uma dona bonita que perde a filha, que perde o brilho, que se isola de todo mundo, e a Gabi, essa mocinha transgressora que conversa com a irmã que morreu, e a esculpe na idéia para não esquecê-la. A Gabi é minha personagem favorita. Bem, eu acho a narrativa dessa sua personagem é simplesmente uma delícia. De onde veio a Gabi, para onde você acha que ela mais te levou? 
Gabi veio do quarto ao lado, da minha filha de 16 anos, e da casa de uma sobrinha, a Bia. Gabi veio de dentro, me lembrando adolescências, hormônios, amores platônicos, maus-humores, leituras difíceis e rebeldia. Gabi veio me lembrando as fases de casulo, de larva, de ovo. Gabi veio trombeteando o viver, a teimosia despudorada da vida.
 
Aliás, você abre o romance justamente com uma das conversas da Gabi com a irmã: “Comecei a inventar você quando eu vi que tava te esquecendo... Foi assim, meio de uma hora pra outra. Eu não conseguia mais lembrar direito do seu jeito de rir, dos seus olhos, da sua voz. Eu não conseguia imaginar outra cara senão aquela da nossa fotografia. Foi me dando uma aflição, uma solidão, sabe? Aí, eu comecei a montar a Clara que eu imaginava. Fui encaixando peças de ar até ver um quadro se desenhar, fui esculpindo uma pedra invisível até definir seu rosto. Fiz com você o que não conseguia fazer comigo e, por isso, às vezes tenho a impressão de que eu conheço você melhor do que a mim mesma”... Em que aspectos essa solidão e essa aflição da Gabi te puxaram para dentro da personagem, em que aspectos a personagem te puxou para esses sentimentos?
Primeiro, Gabi me puxou para aquele tempo de espera, ante-sala da vida, que é a adolescência. É uma fase horrível, desconfortável, inquietante, quando somos todos patos-feios, esganiçados, atônitos, sem sequer supor os cisnes ou os vôos. Mas, depois surge a Gabi, encantadora de ausências e prestidigitadora da morte, que foi me puxando pra a vida. Adoro sentir/saber que a vida é irresistível e implacável. Para o bem e para o mal. E que nessa vida tão líquida, de morte tão certa, a gente pode se esbaldar de tanto viver, ser feliz, infeliz, o que seja, mas viver, com tesão e graça.
 
Num pequeno texto biográfico, que não está incluído no livro, você conta a sua história: “Foi em Ilhéus, nos quintais das casas, nas varandas, à mesa das fazendas e nas praças que aprendi a ouvir histórias, dar asas à imaginação e a conviver com pessoas e personagens. Foi lá que aprendi que as histórias já foram todas contadas ou vividas e que não há o que ser inventado. Contar histórias é na verdade, lançar um olhar pessoal e uma linguagem própria sobre elas. Contar histórias é redimir o passado, inventar novas lembranças, roubar memórias alheias, até sonhos, tragédias e amores, desenhar o futuro. É brincar de Deus, alterar o curso das vidas, trocar alguns finais, provocar encontros ou desastres”. De que forma escrever alterou o curso da sua vida, Hilda? 
Escrever sempre me devolveu o rumo, o centro, a sanidade, a paz, a posse da minha história. O que eu não sabia é que essa paixão/necessidade viraria ofício. Hoje olho para trás e vejo que era inevitável. É como uma história, cumprir a própria narrativa. Esse foi meu pequeno heroísmo. Voltar para mim mesma. A escrita sempre encurtou distâncias: entre eu e as pessoas e entre eu e mim mesma. 
 
Por outro lado, de que forma o curso da sua vida é capaz de mudar a sua maneira de escrever? 
Como um rio que não tem mais o curso corrigido por barragens nem leito escavados, espero maior volume, mais liberdade, menos controle. Que venham as secas e as enchentes, a abundância e a escassez. Que se abram as comportas que me faziam tão bem comportar. 
 
O que foi mais surpreendente e o mais lhe deixou feliz no seu lançamento em São Paulo, o que você mais espera do seu lançamento no Rio?
Em São Paulo foi uma espécie de batismo, nascimento. Depois de 28 anos, minha alma baiana se sentiu pela primeira vez paulistana. (A rima é péssima mas é verdadeira.). Um ano após enfrentar uma separação, lancei Memórias Líquidas com meu nome de solteira. Foi como resgatar minha certidão de nascimento, meu código genético, minha alma. O lançamento foi uma verdadeira celebração. Foi super concorrido e a Livraria da Vila da Casa do Saber bateu recorde de venda: mais de 350 exemplares na noite de autógrafo! As pessoas ficaram duas horas na fila e tudo num clima de festa. Paulista fazer fila e achar graça é inédito. Fiquei muito comovida e feliz. No Rio vai ser diferente. Morei aí dos oito aos vinte e três anos. Estudei no Santa Úrsula e fiz Direito na UERJ. Tenho bons e poucos amigos, uma família pequena, mas já não é o meu lugar. O lançamento no Rio é importante para o livro e para mim como parte desse processo de retomada de trajetória.
 
Uma questão que muitos leitores gostam de saber: como é que você chegou à sua editora, como é que a sua editora chegou a você? 
Foi muito por acaso. Fui almoçar com a Maria Cristaldi, uma amiga artista plástica, que não via há anos. Ela me falou que estava trabalhando com capas de livro. Eu falei que estava escrevendo ficção. Ela pediu para ver meu texto. O texto foi entregue ao porteiro do prédio dela, e o porteiro entregou à editora Mirian Paglia Costa que estava chegando para uma reunião com a Maria. Então, muito à vontade, como sempre, a Miriam foi logo abrindo o envelope e folheando o texto. Basta dizer que a reunião não aconteceu. A Mirian se atracou com o texto, leu de uma enfiada e quis entrar em contato comigo. Falei com a Lucia Riff, perguntei sobre o trabalho dela, tive ótimas referências e fui em frente. Foi tudo muito rápido e eu estou muito satisfeita com a Editora de Cultura. A Maria Cristaldi fez a capa de Memórias Líquidas, que eu simplesmente amei. A capa é moderna, intrigante, etérea, a cara do livro.
 
Você de novo: “Foi na Bahia que eu descobri a minha vocação para a alegria. Irresistível, teimosa, moleca. Mudei para São Paulo, em 1979. E foi em São Paulo que eu caí na real, no formalismo, nas armaduras dos deveres. Esposa, mãe, advogada. Sempre estrangeira. Gastava poesia e palavras em petições, contratos, cartões de Natal, recados, listas de supermercado”. Hoje, depois de estrear na literatura, e com uma nova vida pela frente, onde é que você gasta a sua poesia?
Sendo generosa com a história da minha vida. 
 
Gastar poesia é uma arte, um desafio, uma vocação, um dom, uma benção, uma danação, uma questão de competência, ou uma competência sem questão? 
É tudo ao mesmo tempo. É uma marca, como ser tímido ou prático. É um jeito de ver, acreditar, dividir. Faz parte do pacote. Gosto de sentir poesia.
 
Outras palavras suas: “Exercitava as palavras em terapia e contando histórias para as minhas filhas dormir. Tornei-me respeitável, compenetrada, cautelosa. Vivia com diligência e responsabilidade a vida a dois. Afastei-me de mim enquanto cuidava dos outros. Quase virei personagem. Era feliz, sim, mas minha alma se apertava e se debatia numa fôrma pequena demais. E eu sentia banzo, querência, saudade de tudo”. Que tipo de banzo, que tipo de querência, que tipo de saudade, que tipo de falta mais te apertava, enquanto você quase virava personagem? Aliás, por que é que você quase virou personagem?
Por muito tempo realmente vivi como estrangeira, sem pertencer, sem ter um canto para ser só meu, uma paisagem familiar, ancestral. Isso refletia no meu estado de espírito e na minha escrita. Era uma sensação de estar longe de casa, o tempo todo. “Querência”, segundo o Houaiss, “é o lugar onde o animal foi criado ou onde se acostumou a pastar, e para o qual volta, por instinto, se dali for afastado”. Em São Paulo eu quase virei personagem, a Dona Fulana, casada com o Doutor Sicrano, uma referência biográfica do outro, uma mulher invisível, complementar. Aí, veio o meu livro de reminiscências Retratos e Retalhos e então voltei para o meu pasto. Descobri que a escrita é o meu país. Aprendi, em São Paulo, a voltar para casa, aquele lugar, aquela querência, que existe dentro de nós e só nós sabemos onde fica e só a nós é dada a chave ou o mapa. No dia que voltei, virei a dona da minha história.
 
Você e suas deliciosas angústias, minha amiga: “Li muito menos do que gostaria, vi menos filmes do que deveria, visitei poucos museus. Não tenho nada de intelectual e, para falar a verdade, não saberia de ser uma. Sou absolutamente comum: nem feia nem bonita, não impressiono ninguém. Insisto na alegria, rezo muito, adoro gente. Gente é meu vício. Gente e dicionários. Quer dizer: personagens e palavras”. Que pessoas, personagens e palavras são irresistíveis para você?
Gente é mesmo um vício. Fico às vezes olhando as pessoas nas ruas, nos restaurantes, aviões e vou inventando suas histórias, adoro. Outras vezes conheço pessoas com caras insossas com histórias cabeludas, incríveis... Enfim, gente é água da fonte, matéria prima. Na minha infância convivi com personagens maravilhosos, prontos, e aprendi muito ouvindo histórias das tias, das empregadas e dos loucos e mendigos. Eu não tinha noção do quão insólito, inusitado e poético era aquele universo até me afastar. Escrever sobre ele foi o meu jeito de perpetuar e re-olhar tudo aquilo, de um jeito encantado, redentor. Quanto às palavras, sou uma aprendiz de iniciante. Adoro brincar de acordá-las, tirá-las “do seu estado de dicionário”, absolutamente consciente da minha vã ousadia, anã abusada, arremedo de poeta. Não faz mal, eu não ligo, só folheio o dicionário e vou cruzando emoções, impressões. De vez em quando vou até o tal Guimarães para uma experiência mística ou uma sopa de letrinhas básica, e fico lá, me lambuzando, querendo mais, querendo ficar perto daquelas palavras novas, precisas, rebatizadas. 
 
Ainda você, nesse seu texto, de alma arregaçada: “Adoro a vida que vivi até hoje. Faria tudo de novo, riria os mesmos risos e derramaria as mesmas lágrimas. Amaria do mesmo jeito, sofreria as mesmas orfandades e decepções. Queria de novo todos os encantamentos, todas as pequenas revelações e os milagres cotidianos. Sigo de bem com a minha história. Nada especial mas absolutamente bem vivida, bem sentida”. Será que tem gente que vive bem e sente pouco, será que tem gente que sente pouco e vive bem, ou você acha que não dá para separar uma coisa da outra? 
Acho que tem gente que vive e sente pouco, sim. Gente que não deixa marca, que não toca nada nem se deixa tocar. Gente que sai ilesa e se gaba dessa proeza inócua. É muito triste, mas existe. 
 
Mais um pensamento seu: “Vivo em carne viva, não levo jeito para ser morna. E preciso das palavras”. De que modo você mais carece das palavras, e em que momentos você sente que elas mais carecem de você? 
É assim: a dor me leva às palavras, como quem busca a cura, o expurgo, meu ou alheio. E, se estou muito feliz, dispenso as palavras: sinto. Falar sobre a dor e os seus abismos é mais denso e bonito. As palavras simplesmente crescem, desdobram-se, reinventam-se. Falar sobre a felicidade é chato, é raso. A felicidade não é uma boa musa. É meio brega, é igual, é menos sutil. A felicidade é ótima e óbvia, não tem meandros, segredos. É de fácil consumo e dispensa moderação. A dor, essa não, ela tem mil caras, mil nomes, mil subterfúgios, frestas e vãos. Ela nos espreita e nos reclama a alma, nos devora e exige traduções. A dor é muito mais letrada. O único detalhe é que ser feliz é muito melhor.
 


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